quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Moda e Individualidade- A Moda segundo Simmel

 SIMMEL: A FORÇA DE INDIVIDUALIZAÇÃO DA MODA


Simmel analisa a individualidade do ser humano no seu modo de vestir perante a sociedade, onde cada um se diferencia dos demais, e se identifica entre pessoas de um mesmo grupo que possuam características semelhantes.

"A respeito de alguns povos primitivos comenta-se que, entre grupos com estreitas relações de vizinhança e que vivem nas mesmas condições, desenvolvem-se, às vezes, modas absolutamente distintas por meio das quais cada grupo pretende marcar o pertencimento intragrupal e a diferença extragrupal." (SIMMEL 2005, p. 161)

Simmel refere-se também que a moda é feita primeiramente para as classes superiores, e os mesmos deixam de usar essa moda a partir do momento em que pessoas de classes inferiores passam a usá-la. Portanto, percebemos que a moda é um diferenciador, onde as classes se distanciam por meio desta.

"Um produto de separação de classe, da mesma forma como a honra era originalmente estamental, ou seja, retirava seu caráter e, acima de tudo, seus direitos éticos do elemento estamental de forma que o individuo na sua honra representava e protegia seu círculo social e seu estamento."
Entretanto, a moda existe a partir do momento em que surge a necessidade em que a Classe A tem da novidade, no momento onde a Classe C já adquiriu um produto semelhante, mesmo que estes a deixam diferentes.

Conforme Simmel “reagem os estamentos superiores com o abandono da mesma e a pronta inclinação para uma nova moda, por meio da qual a distinção em relação à massa se realiza novamente”.

Portanto, a moda representa no individuo uma satisfação interior, construindo uma forma de estilo e comportamento. E devido ao desenvolvimento lento das camadas mais baixas elas utilizam como base o que é visto nas novelas e nas classes sociais mais altas, para usar a moda do momento, mas sempre com modificações que a deixam subjetivas.

Segundo o autor existe uma multiplicação ágil, nos relatando SIMMEL (2005) o que existe de picante na atração estimulante da moda é o contraste entre sua ampla proliferação, que a tudo abarca, e seu caráter de rápida e fundamental transitoriedade - a qual, por sua vez, também se contrapõe àquela ilusória pretensão de validade duradoura.

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