segunda-feira, 30 de setembro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
O que é arte?
Não existe arte, mas artistas que fazem manifestações estéticas ou comunicativas, a partir de suas ideias e percepções. Sua definição varia conforme o tempo vivido e as diferentes culturas humanas. É uma construção variável e sem significado constante, o que é considerado arte hoje pode não ter sido no momento em que foi realizado.
Um pouco sobre Kate e Laura Mulleavy
Kate, formada em história da arte e Laura formada em literatura inglesa, são duas irmãs que moram e trabalham juntas. Vieram de um subúrbio da Califórnia. Seu pai é um botânico e sua mãe uma artista plástica. Foram criadas em um meio onde aprenderam a apreciar as coisas que as rodeiam. E desde cedo foram estimuladas pelas cores e sabem combinar tons clássicos com os quentes.
Elas foram levadas para área do design porque queriam contar uma história através da arte e do desenho. E eram fascinadas pelas texturas, estampas e cores.
Depois de formadas elas retornaram a casa dos pais e ficaram por um ano assistindo filmes de terror. O que contribuiu para elas contarem uma história de um jeito forte.
Laura foi trabalhar de garçonete para juntar dinheiro e Kate vendeu uma coleção de discos de vinil que seu pai havia iniciado em sua adolescência. E isso ajudou para que elas comprassem tecidos, máquinas de costura e acessórios.
Ficaram criando as peças por um ano sem sair de casa.
Kate começou desenhando 10 croquis e fez um conjunto de bonecas de papel, no qual cada uma saia do armário com uma roupa e tinha alguns acessórios. Porém a ideia das irmãs não funcionou e tiveram que mudar para Nova York onde conseguiram reconhecimento do trabalho.
Hoje são donas da marca Rodarte, cujo nome é uma homenagem à família delas, que é o sobrenome da avó materna, onde descobriram quando folheavam um livro de endereços dos anos 1920 num mercado de pulgas e toda família estava lá como Rodarte.
Em suas coleções ligam a arte com a moda e também tiveram a oportunidade de fazer o figurino do filme Cisne Negro, onde foram reconhecidas internacionalmente pelo belo trabalho apresentado.
A inspiração para o figurino do filme Cisne Negro veio do museu Norton Simon, em Pasadena. Mais especificamente, das esculturas de bailarinas feitas em bronze por Edgar Degas.
Elas criaram histórias nas quais puderam basear suas escolhas, e escolheram as ideias que acharam mais impactantes. Elas tiveram muita liberdade para expor suas opniões, mas o Darren Aronofsky, diretor do longa, queria uma imagem forte, e elas combinaram a beleza e a delicadeza do balé com algo mais brutal. De acordo com Kate “um dos desafios foi criar figurinos icônicos que fizessem a audiência acreditar que todo aquele esforço e toda aquela transformação valiam a pena”.
“Laura disse acreditar que a moda “é um jeito de entender a cultura”, e que “é possível entender a história pela maneira como as pessoas se vestem – é uma das quatro coisas que ajudam a entender o que estava rolando 10 anos antes”. Kate, então, definiu: “Talvez a pergunta não seja se a moda pode ser arte e vice-versa, e sim, por que não temos mais sonhadores na moda”. "Nossas coleções são muito pessoais, e transmitimos algo usando a moda como meio, e acho que isso é o que acontece com muitos artistas”.
Elas utilizam de muitas estampas e texturas em suas coleções. As cores são bem trabalhadas em cada peça. E também gostam de contar uma história por meio das roupas. As irmãs consideram que fazem mais arte do que moda, e é o que prova a coleção de verão de 2012 que foi inspirada na obra “Os girassóis” e a “A noite estrelada” do pintor pós- impressionista Van Gogh.
Sua coleção de verão de 2012 foi inspirada no pintor Van Gogh, na obra “Os girassóis” e “A noite estrelada”.
“Não queríamos usar Van Gogh apenas por usar”, diz Kate. Nos vestidos, é possível ver girassóis pixelizados, outros bordados e alguns até confundidos com imagens que apenas se parecem com as flores. As irmãs pesquisaram a fundo o mundo do pintor e gostaram de algumas descobertas. ‘‘A noite estrelada’’ é parecida com o desenho da Galáxia do Rodamoinho, descrita cerca de 40 anos antes da tela de Van Gogh”, diz Kate. “Acredita-se que ele viu esse desenho e se inspirou. Por isso, queríamos jogar também com essas semelhanças”.
Nos vestidos vemos estampas dos quadros que as inspiraram, texturas e cores fortes e brilhantes. Onde trabalharam em sua maioria com vestidos cocktails de seda, drapeados e também utilizaram de tules e silhuetas estruturadas com impressões da obra do pintor. Ligando assim a arte com a moda.
Exposição de Lasar Segall
A exposição "A Gravura de Lasar Segall - Poesia da Linha e do Corte”
O expressionismo foi um movimento artístico que surgiu no final do século XIX e início do século XX, apresentando características que ressaltavam a subjetividade.
A visão expressionista encontra suas fontes na defesa à expressão do irracional, dos impulsos e das paixões individuais. No expressionismo não há uma preocupação em relação à objetividade da expressão, mas sim com a reflexão individual e subjetiva dos artistas.
Entre suas características, encontramos o distanciamento da figuratividade, o uso de traços e cores fortes, a imitação das artes primitivas, dentre outras.
No Brasil, o movimento encontrou sua máxima representação através da pintura; e temos como um dos principais artistas Lasar Segall. Ele também foi um dos precursores do movimento expressionista na Alemanha, onde assimilou a energia da imagem gráfica, num jogo entre brancos e negros.
Segall mudou-se para o Brasil em 1924, acompanhado por sua primeira esposa, estabelecendo-se em São Paulo, onde seus dois filhos montaram o Museu Lasar Segall, logo após a sua morte, para homenageá-lo. Ele acreditava que a gravura deveria reproduzir formas chapadas, com muitos contrastes entre o preto e o branco. Ao tirar cópias de suas matrizes de madeira, carregava nas tintas, cobrindo totalmente as partes altas da placa. O resultado mostrava o essencial. As gravuras que retratam a emigração evidenciam a viagem de navio e a chegada ao novo país. Nestas gravuras em metal, ele utilizava-se de linhas mais suaves e sinuosas retratando o mar, as curvas do navio e as gaivotas.
Na exposição realizada no Sesc Palladium, foram reimpressas pelo Museu Lasar Segall, de São Paulo 16 gravuras em metal e 19 xilogravuras realizadas pelo artista entre 1913 e 1930.
Estas 35 obras evidenciam dois movimentos, mostrando a exaltação de seus sentimentos e também a dramaticidade das primeiras décadas do século XX.
Lasar Segall tinha a capacidade de combinar em alto grau a força e o lirismo, deixando em liberdade às exigências de sua poética e de seu tempo, o que faz de suas obras um grande legado da arte brasileira e também houve uma renovação da nossa gráfica.
As obras mais interessantes do artista são:
Auto-retrato (1933) – Ele se pinta como um mulato, para afirmar sua brasilidade, já que morava a alguns anos no Brasil.
Rio de Janeiro III (1930) – Apaixonado com o Brasil, ele desenha uma favela e com toda liberdade poética insere as palmeiras do Jardim Botânico no quadro.
Esboço de ‘Navio de Emigrantes’ (1939) – É uma das mais importantes obras de Segall, ele retrata a realidade da vida dos imigrantes com muita dramaticidade.
Lasar Segall foi extremamente importante, sendo o responsável pela introdução do modernismo no Brasil, mas o país também teve grande influência na obra do pintor. Depois de sua mudança para o Brasil ele adota uma paleta de cores mais colorida.
O conjunto de obras que foi exposto no Sesc Palladium representa essa época super importante do modernismo brasileiro e da própria transição de Segall da Europa para o Brasil.
O expressionismo foi um movimento artístico que surgiu no final do século XIX e início do século XX, apresentando características que ressaltavam a subjetividade.
A visão expressionista encontra suas fontes na defesa à expressão do irracional, dos impulsos e das paixões individuais. No expressionismo não há uma preocupação em relação à objetividade da expressão, mas sim com a reflexão individual e subjetiva dos artistas.
Entre suas características, encontramos o distanciamento da figuratividade, o uso de traços e cores fortes, a imitação das artes primitivas, dentre outras.
No Brasil, o movimento encontrou sua máxima representação através da pintura; e temos como um dos principais artistas Lasar Segall. Ele também foi um dos precursores do movimento expressionista na Alemanha, onde assimilou a energia da imagem gráfica, num jogo entre brancos e negros.
Segall mudou-se para o Brasil em 1924, acompanhado por sua primeira esposa, estabelecendo-se em São Paulo, onde seus dois filhos montaram o Museu Lasar Segall, logo após a sua morte, para homenageá-lo. Ele acreditava que a gravura deveria reproduzir formas chapadas, com muitos contrastes entre o preto e o branco. Ao tirar cópias de suas matrizes de madeira, carregava nas tintas, cobrindo totalmente as partes altas da placa. O resultado mostrava o essencial. As gravuras que retratam a emigração evidenciam a viagem de navio e a chegada ao novo país. Nestas gravuras em metal, ele utilizava-se de linhas mais suaves e sinuosas retratando o mar, as curvas do navio e as gaivotas.
Na exposição realizada no Sesc Palladium, foram reimpressas pelo Museu Lasar Segall, de São Paulo 16 gravuras em metal e 19 xilogravuras realizadas pelo artista entre 1913 e 1930.
Estas 35 obras evidenciam dois movimentos, mostrando a exaltação de seus sentimentos e também a dramaticidade das primeiras décadas do século XX.
Lasar Segall tinha a capacidade de combinar em alto grau a força e o lirismo, deixando em liberdade às exigências de sua poética e de seu tempo, o que faz de suas obras um grande legado da arte brasileira e também houve uma renovação da nossa gráfica.
As obras mais interessantes do artista são:
Auto-retrato (1933) – Ele se pinta como um mulato, para afirmar sua brasilidade, já que morava a alguns anos no Brasil.
Rio de Janeiro III (1930) – Apaixonado com o Brasil, ele desenha uma favela e com toda liberdade poética insere as palmeiras do Jardim Botânico no quadro.
Esboço de ‘Navio de Emigrantes’ (1939) – É uma das mais importantes obras de Segall, ele retrata a realidade da vida dos imigrantes com muita dramaticidade.
Lasar Segall foi extremamente importante, sendo o responsável pela introdução do modernismo no Brasil, mas o país também teve grande influência na obra do pintor. Depois de sua mudança para o Brasil ele adota uma paleta de cores mais colorida.
O conjunto de obras que foi exposto no Sesc Palladium representa essa época super importante do modernismo brasileiro e da própria transição de Segall da Europa para o Brasil.
Surrealismo com Coco Chanel e Elsa Schiaparrelli
Coco Chanel e Elsa Schiaparrelli em
visão ao surrealismo
Em
1910 Coco Chanel propôs mudanças drásticas ao modo de
vestir ocidental.
Foi uma das principais responsáveis pela ruptura feminina com as
antigas vestimentas pesadas, volumosas e que ditavam o formato da silhueta e
pela adoção de peças como blazers, calças e chapéus e roupas de design mais
simples que revelavam a verdadeira forma do corpo da mulher.
Em 1916, a artista abriu a Maison de Couture Chanel e teve uma
criação sua publicada nas páginas da já influente revista Harper’s Bazaar, que
chamou o tailleur de jérsei Chanel de “o charmoso vestido-camisa.
Na década de 20, estilistas como Poiret, Vionnet e Patou começaram
a ameaçar o reinado absoluto de Coco Chanel, fazendo-a sentir necessidade de inovar
novamente. Foi quando ela criou o estilo à la garçonne, e introduziu peças
masculinas no guarda-roupa feminino e o cabelo curto. Na mesma época,
apaixonou-se pelo príncipe Dmitri Pavovlich, e acrescentou às suas criações os
bordados do folclore russo.
Foi uma década de prosperidade e liberdade, animada pelo som das jazz-bands e pelo charme das melindrosas, as mulheres modernas da época, que freqüentavam os salões e traduziam em seu comportamento e modo de vestir o espírito da também chamada [[Era do Jazz`.]A silhueta dos anos 20 era tubular, os vestidos eram mais curtos, leves e elegantes, com braços e costas à mostra. O tecido predominante era a seda. Os novos modelos facilitavam os movimentos frenéticos exigidos pelo charleston - dança vigorosa, com movimentos para os lados a partir dos joelhos. As meias eram em tons de bege, sugerindo penaas nuas. O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso diurno.
O modelo mais popular era o "cloche", enterrado até os olhos, que só podia ser usado com os cabelos curtíssimos, a [la garçonn], como era chamado. A mulher sensual era aquela sem curvas, sem seios e com quadris pequenos. A atenção estava toda voltada aos tornozelos.
Chanel revolucionou com sua moda vanguardista, porém tradicional.
No mesmo período havia outra grande estilista que também era vanguarda e tinha como inspiração o surrealismo. Que apesar de ser mais extravagante do que Chanel, era sua principal concorrente.
Elsa Schiaparelli foi uma grande estilista vanguarda que iniciou sua carreira em 1929, em Paris, com uma camisola que tinha uma técnica criada por ela chamada trompl’oeil. Ela era preta e tinha um laço branco bordado que parecia que estava em três dimensões. Logo após, abriu sua primeira loja em Paris e, em 1930, lançou-se na alta-costura, apresentando um vestido para festas noturnas harmonizando-o com um casaco tipo smoking de comprimento curto.
Foi reconhecida também por criar o rosa choque que foi muito usado em suas coleções e também utilizava muito o azul brilhante. E também foi a inventora das mangas pagode e a primeira a usar fechos-éclair coloridos como decoração e tecidos sintéticos.
E, em 1937, onde se encontrava um período de criação surrealista, confeccionou um chapéu em forma de sapato, o que era usado apenas pelas suas clientes mais fiéis, pois não era produzido em série.
O surrealismo quer dizer o que está fora da realidade por sua extravagância exagerada, mas no sentido genial. E foi a maior fonte de inspiração para Schiaparelli, utilizando quadros de Salvador Dali. E também usava os mais diversos materiais para produzir suas roupas, incluindo o plástico.
E além de roupas, Elsa Shiaparrelli também lançou perfumes, jóias, cosméticos e lingerie. Foi a maior concorrente de Coco Chanel, que também era uma estilista vanguarda, porém mais tradicional em suas coleções. E tinham em comum a inspiração na época em que viviam: o surrealismo.
COOLHUNTERS
COOLHUNTERS: CAÇADORES DE TENDÊNCIAS DE MODA
A moda tem um ciclo de início, meio e fim. Entre vários planejamentos e desenvolvimento dos produtos do vestuário, o ponto de partida, o princípio de tudo dentro da moda, começa em pesquisas feitas por estudiosos chamados de Coolhunters.
Esses pesquisadores exercem um dos papeis principais dentro do mercado da moda, com seus meios de pesquisas; buscam em vários lugares tendências para os próximos anos.
Um grande lugar de atuação dos Coolhunters são as ruas, grandes metrópoles, que os possibilitam enxergar cada detalhe em pessoas, que de maneiras subjetivas, mostram ao mundo uma moda desconhecida pela sociedade. O que os jovens lançam no seu dia -a- dia, são alvos desses pesquisadores, eles extraem um diferencial que há em pessoas ou grupos diferenciados, que de forma direta ou indireta, ditam tendências a todo instante e uma da funções de um Coolhunter.
"Desenvolver ativamente conceitos e desejos, mais do que apenas analisar passivamente carências” , “deixar de perseguir as tendências, e começar a construí-las em equipe com aqueles que primeiro as criam” e” encontrar a capacidade de se distanciar para poder ver o que ainda não se percebe como necessário."( MARTE RIEZU, 2011, p.77)
Um caçador de tendências deixa de visar àquilo que é obvio e começa a buscar pessoas que inovam. Assim estes, extraem características que são levadas as grandes empresas de moda, que lançam essas descobertas na mídia, nas passarelas, até que caiam no gosto da sociedade de classe superior e vire uma nova tendência de moda no mercado do vestuário.
A moda tem um ciclo de início, meio e fim. Entre vários planejamentos e desenvolvimento dos produtos do vestuário, o ponto de partida, o princípio de tudo dentro da moda, começa em pesquisas feitas por estudiosos chamados de Coolhunters.
Esses pesquisadores exercem um dos papeis principais dentro do mercado da moda, com seus meios de pesquisas; buscam em vários lugares tendências para os próximos anos.
Um grande lugar de atuação dos Coolhunters são as ruas, grandes metrópoles, que os possibilitam enxergar cada detalhe em pessoas, que de maneiras subjetivas, mostram ao mundo uma moda desconhecida pela sociedade. O que os jovens lançam no seu dia -a- dia, são alvos desses pesquisadores, eles extraem um diferencial que há em pessoas ou grupos diferenciados, que de forma direta ou indireta, ditam tendências a todo instante e uma da funções de um Coolhunter.
"Desenvolver ativamente conceitos e desejos, mais do que apenas analisar passivamente carências” , “deixar de perseguir as tendências, e começar a construí-las em equipe com aqueles que primeiro as criam” e” encontrar a capacidade de se distanciar para poder ver o que ainda não se percebe como necessário."( MARTE RIEZU, 2011, p.77)
Um caçador de tendências deixa de visar àquilo que é obvio e começa a buscar pessoas que inovam. Assim estes, extraem características que são levadas as grandes empresas de moda, que lançam essas descobertas na mídia, nas passarelas, até que caiam no gosto da sociedade de classe superior e vire uma nova tendência de moda no mercado do vestuário.
A Moda segundo Gilles Lipovetsky
A SUBJETIVIDADE NA VISÃO DE GILLES LIPOVETSKY
Segundo Lipovestck (1989), “não há sistema de moda senão na conjunção das duas lógicas: a do efêmero e a da fantasia estética”. O efêmero refere-se às tendências, pois não há moda se não vinda delas. E então vem a fantasia estética, um gosto peculiar, uma maneira diferente e inovadora de se vestir que vista por pessoas certas, acaba se tornando a tendência.
Segundo Lipovestck (1989), alguns elementos nunca caem em desuso e sempre são renovados. “São os adornos e as bugigangas, as cores, as fitas e as rendas, os detalhes de forma, as nuanças de amplidão e de comprimento que não cessaram de ser renovados.”
Cada vez mais aumenta a procura por um diferencial na vestimenta feminina. Sendo a bijuteria, o ponto forte da atualidade, ela tem a função de avivar uma peça “morta” tornando-se o ponto forte de uma apresentação visual, e assim acarretando uma grande agilidade nas inovações pela demanda do mercado.
"A moda muda, incessantemente, mas nem tudo nela muda. A modificações rápidas dizem respeito aos ornamentos e aos acessórios, às sutilezas dos enfeites e das amplitudes, enquanto a estrutura do vestuário e as formas gerais são muito mais estáveis." ( LIPOVESTCK, 1989 p. 31-32 )
Porém as inovações sempre são preferencialmente destinadas ao público de maior valor aquisitivo, no caso a classe A. “A alta sociedade foi tomada pela febre das novidades”. As novidades da moda sempre passam e se instalam nesta classe, e só após o início de um desuso pelos tais, a classe inferior adere-se a “novidade”, se tornando um privilégio tomando como base a descrição de Lipovestck (1989).
"A novidade tornou-se fonte de valor mundano, marca de excelência social; é preciso seguir “o que se faz de novo e adotar as últimas mudanças do momento: o presente se impôs como o eixo temporal que rege uma face superficial, mas prestigiosa da vida das elites." ( LIPOVESTCK, 1989 p. 33)
Um detalhe pode falar mais alto do que uma inovação, o saber vestir, saber combinar, pode ser levado mais em conta do que uma bela peça de roupa. “Certamente, não que a moda não conheça igualmente verdadeiras inovações, mas eles são muito mais raros do que a sucessão das pequenas modificações de detalhes.” (LIPOVESTCK, 1989 p. 32)
Assim surgem as variações da moda, as características de vestimenta de um indivíduo, o desejo da diferença, fazendo com que a moda se torne vasta em seu modo de pensar e demonstrar.
"Com a agitação própria da moda, surge ordem de fenômeno “autônoma”, correspondendo aos exclusivos jogos dos desejos, caprichos e vontades humanas”. A moda se torna um meio de identidade, fazendo com que se diferencie dos demais. “A moda se traduz a irrupção explícita e permanente da iniciativa individual em matéria de aparência". (LIPOVESTCK, 1989 p. 34)
Segundo o autor a moda não é só se vestir bem para que quem a usa goste, e sim para que os outros gostem. Lipovetscky (1989), “A moda tem relação direta com o prazer de ver, mas também com o prazer de ser visto, de se exibir-se ao olhar do outro”. Não basta se sentir bem, também há a necessidade de uma aprovação alheia.
Segundo Lipovestck (1989), “não há sistema de moda senão na conjunção das duas lógicas: a do efêmero e a da fantasia estética”. O efêmero refere-se às tendências, pois não há moda se não vinda delas. E então vem a fantasia estética, um gosto peculiar, uma maneira diferente e inovadora de se vestir que vista por pessoas certas, acaba se tornando a tendência.
Segundo Lipovestck (1989), alguns elementos nunca caem em desuso e sempre são renovados. “São os adornos e as bugigangas, as cores, as fitas e as rendas, os detalhes de forma, as nuanças de amplidão e de comprimento que não cessaram de ser renovados.”
Cada vez mais aumenta a procura por um diferencial na vestimenta feminina. Sendo a bijuteria, o ponto forte da atualidade, ela tem a função de avivar uma peça “morta” tornando-se o ponto forte de uma apresentação visual, e assim acarretando uma grande agilidade nas inovações pela demanda do mercado.
"A moda muda, incessantemente, mas nem tudo nela muda. A modificações rápidas dizem respeito aos ornamentos e aos acessórios, às sutilezas dos enfeites e das amplitudes, enquanto a estrutura do vestuário e as formas gerais são muito mais estáveis." ( LIPOVESTCK, 1989 p. 31-32 )
Porém as inovações sempre são preferencialmente destinadas ao público de maior valor aquisitivo, no caso a classe A. “A alta sociedade foi tomada pela febre das novidades”. As novidades da moda sempre passam e se instalam nesta classe, e só após o início de um desuso pelos tais, a classe inferior adere-se a “novidade”, se tornando um privilégio tomando como base a descrição de Lipovestck (1989).
"A novidade tornou-se fonte de valor mundano, marca de excelência social; é preciso seguir “o que se faz de novo e adotar as últimas mudanças do momento: o presente se impôs como o eixo temporal que rege uma face superficial, mas prestigiosa da vida das elites." ( LIPOVESTCK, 1989 p. 33)
Um detalhe pode falar mais alto do que uma inovação, o saber vestir, saber combinar, pode ser levado mais em conta do que uma bela peça de roupa. “Certamente, não que a moda não conheça igualmente verdadeiras inovações, mas eles são muito mais raros do que a sucessão das pequenas modificações de detalhes.” (LIPOVESTCK, 1989 p. 32)
Assim surgem as variações da moda, as características de vestimenta de um indivíduo, o desejo da diferença, fazendo com que a moda se torne vasta em seu modo de pensar e demonstrar.
"Com a agitação própria da moda, surge ordem de fenômeno “autônoma”, correspondendo aos exclusivos jogos dos desejos, caprichos e vontades humanas”. A moda se torna um meio de identidade, fazendo com que se diferencie dos demais. “A moda se traduz a irrupção explícita e permanente da iniciativa individual em matéria de aparência". (LIPOVESTCK, 1989 p. 34)
Segundo o autor a moda não é só se vestir bem para que quem a usa goste, e sim para que os outros gostem. Lipovetscky (1989), “A moda tem relação direta com o prazer de ver, mas também com o prazer de ser visto, de se exibir-se ao olhar do outro”. Não basta se sentir bem, também há a necessidade de uma aprovação alheia.
Moda e Individualidade- A Moda segundo Simmel
SIMMEL: A FORÇA DE INDIVIDUALIZAÇÃO DA MODA
Simmel analisa a individualidade do ser humano no seu modo de vestir perante a sociedade, onde cada um se diferencia dos demais, e se identifica entre pessoas de um mesmo grupo que possuam características semelhantes.
"A respeito de alguns povos primitivos comenta-se que, entre grupos com estreitas relações de vizinhança e que vivem nas mesmas condições, desenvolvem-se, às vezes, modas absolutamente distintas por meio das quais cada grupo pretende marcar o pertencimento intragrupal e a diferença extragrupal." (SIMMEL 2005, p. 161)
Simmel refere-se também que a moda é feita primeiramente para as classes superiores, e os mesmos deixam de usar essa moda a partir do momento em que pessoas de classes inferiores passam a usá-la. Portanto, percebemos que a moda é um diferenciador, onde as classes se distanciam por meio desta.
"Um produto de separação de classe, da mesma forma como a honra era originalmente estamental, ou seja, retirava seu caráter e, acima de tudo, seus direitos éticos do elemento estamental de forma que o individuo na sua honra representava e protegia seu círculo social e seu estamento."
Entretanto, a moda existe a partir do momento em que surge a necessidade em que a Classe A tem da novidade, no momento onde a Classe C já adquiriu um produto semelhante, mesmo que estes a deixam diferentes.
Conforme Simmel “reagem os estamentos superiores com o abandono da mesma e a pronta inclinação para uma nova moda, por meio da qual a distinção em relação à massa se realiza novamente”.
Portanto, a moda representa no individuo uma satisfação interior, construindo uma forma de estilo e comportamento. E devido ao desenvolvimento lento das camadas mais baixas elas utilizam como base o que é visto nas novelas e nas classes sociais mais altas, para usar a moda do momento, mas sempre com modificações que a deixam subjetivas.
Segundo o autor existe uma multiplicação ágil, nos relatando SIMMEL (2005) o que existe de picante na atração estimulante da moda é o contraste entre sua ampla proliferação, que a tudo abarca, e seu caráter de rápida e fundamental transitoriedade - a qual, por sua vez, também se contrapõe àquela ilusória pretensão de validade duradoura.
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