Coco Chanel e Elsa Schiaparrelli em
visão ao surrealismo
Em
1910 Coco Chanel propôs mudanças drásticas ao modo de
vestir ocidental.
Foi uma das principais responsáveis pela ruptura feminina com as
antigas vestimentas pesadas, volumosas e que ditavam o formato da silhueta e
pela adoção de peças como blazers, calças e chapéus e roupas de design mais
simples que revelavam a verdadeira forma do corpo da mulher.
Em 1916, a artista abriu a Maison de Couture Chanel e teve uma
criação sua publicada nas páginas da já influente revista Harper’s Bazaar, que
chamou o tailleur de jérsei Chanel de “o charmoso vestido-camisa.
Na década de 20, estilistas como Poiret, Vionnet e Patou começaram
a ameaçar o reinado absoluto de Coco Chanel, fazendo-a sentir necessidade de inovar
novamente. Foi quando ela criou o estilo à la garçonne, e introduziu peças
masculinas no guarda-roupa feminino e o cabelo curto. Na mesma época,
apaixonou-se pelo príncipe Dmitri Pavovlich, e acrescentou às suas criações os
bordados do folclore russo.
Foi uma década de prosperidade e liberdade, animada pelo som das jazz-bands e pelo charme das melindrosas, as mulheres modernas da época, que freqüentavam os salões e traduziam em seu comportamento e modo de vestir o espírito da também chamada [[Era do Jazz`.]A silhueta dos anos 20 era tubular, os vestidos eram mais curtos, leves e elegantes, com braços e costas à mostra. O tecido predominante era a seda. Os novos modelos facilitavam os movimentos frenéticos exigidos pelo charleston - dança vigorosa, com movimentos para os lados a partir dos joelhos. As meias eram em tons de bege, sugerindo penaas nuas. O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso diurno.
O modelo mais popular era o "cloche", enterrado até os olhos, que só podia ser usado com os cabelos curtíssimos, a [la garçonn], como era chamado. A mulher sensual era aquela sem curvas, sem seios e com quadris pequenos. A atenção estava toda voltada aos tornozelos.
Chanel revolucionou com sua moda vanguardista, porém tradicional.
No mesmo período havia outra grande estilista que também era vanguarda e tinha como inspiração o surrealismo. Que apesar de ser mais extravagante do que Chanel, era sua principal concorrente.
Elsa Schiaparelli foi uma grande estilista vanguarda que iniciou sua carreira em 1929, em Paris, com uma camisola que tinha uma técnica criada por ela chamada trompl’oeil. Ela era preta e tinha um laço branco bordado que parecia que estava em três dimensões. Logo após, abriu sua primeira loja em Paris e, em 1930, lançou-se na alta-costura, apresentando um vestido para festas noturnas harmonizando-o com um casaco tipo smoking de comprimento curto.
Foi reconhecida também por criar o rosa choque que foi muito usado em suas coleções e também utilizava muito o azul brilhante. E também foi a inventora das mangas pagode e a primeira a usar fechos-éclair coloridos como decoração e tecidos sintéticos.
E, em 1937, onde se encontrava um período de criação surrealista, confeccionou um chapéu em forma de sapato, o que era usado apenas pelas suas clientes mais fiéis, pois não era produzido em série.
O surrealismo quer dizer o que está fora da realidade por sua extravagância exagerada, mas no sentido genial. E foi a maior fonte de inspiração para Schiaparelli, utilizando quadros de Salvador Dali. E também usava os mais diversos materiais para produzir suas roupas, incluindo o plástico.
E além de roupas, Elsa Shiaparrelli também lançou perfumes, jóias, cosméticos e lingerie. Foi a maior concorrente de Coco Chanel, que também era uma estilista vanguarda, porém mais tradicional em suas coleções. E tinham em comum a inspiração na época em que viviam: o surrealismo.




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