domingo, 15 de junho de 2014

DESCONSTRUÇÃO E MODA

Desconstrução é uma leitura crítica que a moda e a arte utiliza para novas criações. Dando novas formas e conceitos inesperados.
Até os anos 1980 as roupas representavam muito glamour. E os estilistas procuravam aperfeiçoar o acabamento das peças.
No decorrer dos anos 1980, novos designers surgiram com uma nova tendência de moda. Eles ousaram e trouxeram novas ideias para o mercado.  Deram novas funções aos produtos e os acabamentos eram diferenciados, o que de início assustou o público. Evidenciamos Yohji Yamamoto, Rei Kawakubo e Martin Margiela.
Mas voltando atrás na história, no início da década de 20, ocorreu vários movimentos culturais, entre eles destacamos o Cubismo, que teve como fundadores  Pablo Picasso e George Braque, estes dois pintores desconstruíram a realidade em figuras geométricas. Eles chocaram a sociedade trazendo este novo conceito, assim como Chanel na mesma década quando apresentou roupas mais soltas e o uso das calças para as mulheres.

Coco Chanel 1920.

Coco Chanel 1926.

"SHIRT SLEEVES TOP"
Top feito de mangas, tiradas de antigas camisas de seda. Por Martin Margiela, em sua linha “Artisanal”.

Neste vestido, Martin Margiela oferece uma nova função aos cadarços, transformando-os em vestido.

Este vestido foi projetado por Rei Kawakubo para Comme des Garçon em 1982. Trata-se de um jumper de malha preta com buracos colocados aleatoriamente e uma saia preta de algodão alcochoado.
Yohji Yamomoto  Outono/Inverno de 1996 Vestido em feltro branco e preto, com saia interior preta; ele é completamente aberto nas costas.

"As meninas de Picasso" de 1957.
Uma das 58 reproduções do quadro de Diego Velásquez
de 1656 "As Meninas"


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Será que essa moda pega???

Um casal homossexual Bobby Cole Norris ( de sunga vermelha) e o Harry Derbidge ( de sunga branca), apostam em novo visual para passar belas tardes de verão. Na última terça-feira (10/06), o casal esteve presente em Marbella, na Espanha, onde apareceram usando sungas que tapavam apenas o seu órgão genital.




Ops!!!! Não parece ser muito confortável, quase deixa tudo amostra....rsrsrs

Super ousado eu diria. Mas será que essa moda pega???

segunda-feira, 18 de novembro de 2013



Paul Jackson Pollock nasceu em 28 de janeiro de 1912, foi um pintor estadunidense pioneiro do expressionismo abstrato. Era um artista depressivo e alcoólatra que tinha constantes rompantes de fúrias e autodestruição. Ele pintou 340 telas antes de sua morte, quando jogou seu carro contra uma árvore no dia 11 de agosto de 1956. É considerado um gênio rebelde.

Para pintar seus quadros, ele colocava as telas no chão para se sentir dentro dela e não em cavaletes como era o costume dos pintores, e respingava tintas sobre a tela, que escorriam formando traços harmoniosos, essa é uma técnica criada por Max Ernst, o 'dripping', gotejamento.

A arte de Pollock combina a simplicidade com a pintura pura e suas obras de maiores dimensões possuem características monumentais.

Foi um pintor do expressionismo abstrato que é um movimento artístico com origem nos Estados Unidos e muito popular no pós-guerra.

Ele tinha a mentalidade acima do tempo em que vivia e suas obras não eram certinhas, havia sua identidade que era fortemente marcada por suas técnicas totalmente distintas das mais usadas. Era um artista genial que fazia em seus quadros o que sentia e não o que via. Tinha o objetivo de estimular a consciência e dando um significado único e diferente para cada obra. E só foi considerada arte tempos depois, pois segundo a percepção popular qualquer criança saberia fazer quadros iguais a ele, mas ninguém conseguiu pintar uma obra parecida com a dele, pois são inimitáveis.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Em construção....

Ainda está em fase de construção de ideias e imagens, em breve estará prontinho para exibir o melhor em tendências em design...

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O que é arte?

Não existe arte, mas artistas que fazem manifestações estéticas ou comunicativas, a partir de suas ideias e percepções. Sua definição varia conforme o tempo vivido e as diferentes culturas humanas. É uma construção variável e sem significado constante, o que é considerado arte hoje pode não ter sido no momento em que foi realizado.

Um pouco sobre Kate e Laura Mulleavy


Kate, formada em história da arte e Laura formada em literatura inglesa, são duas irmãs que moram e trabalham juntas. Vieram de um subúrbio da Califórnia. Seu pai é um botânico e sua mãe uma artista plástica. Foram criadas em um meio onde aprenderam a apreciar as coisas que as rodeiam. E desde cedo foram estimuladas pelas cores e sabem combinar tons clássicos com os quentes.

Elas foram levadas para área do design porque queriam contar uma história através da arte e do desenho. E eram fascinadas pelas texturas, estampas e cores.

Depois de formadas elas retornaram a casa dos pais e ficaram por um ano assistindo filmes de terror. O que contribuiu para elas contarem uma história de um jeito forte.

Laura foi trabalhar de garçonete para juntar dinheiro e Kate vendeu uma coleção de discos de vinil que seu pai havia iniciado em sua adolescência. E isso ajudou para que elas comprassem tecidos, máquinas de costura e acessórios.

Ficaram criando as peças por um ano sem sair de casa.

Kate começou desenhando 10 croquis e fez um conjunto de bonecas de papel, no qual cada uma saia do armário com uma roupa e tinha alguns acessórios. Porém a ideia das irmãs não funcionou e tiveram que mudar para Nova York onde conseguiram reconhecimento do trabalho.

Hoje são donas da marca Rodarte, cujo nome é uma homenagem à família delas, que é o sobrenome da avó materna, onde descobriram quando folheavam um livro de endereços dos anos 1920 num mercado de pulgas e toda família estava lá como Rodarte.

Em suas coleções ligam a arte com a moda e também tiveram a oportunidade de fazer o figurino do filme Cisne Negro, onde foram reconhecidas internacionalmente pelo belo trabalho apresentado.

A inspiração para o figurino do filme Cisne Negro veio do museu Norton Simon, em Pasadena. Mais especificamente, das esculturas de bailarinas feitas em bronze por Edgar Degas.

Elas criaram histórias nas quais puderam basear suas escolhas, e escolheram as ideias que acharam mais impactantes. Elas tiveram muita liberdade para expor suas opniões, mas o Darren Aronofsky, diretor do longa, queria uma imagem forte, e elas combinaram a beleza e a delicadeza do balé com algo mais brutal. De acordo com Kate “um dos desafios foi criar figurinos icônicos que fizessem a audiência acreditar que todo aquele esforço e toda aquela transformação valiam a pena”.

“Laura disse acreditar que a moda “é um jeito de entender a cultura”, e que “é possível entender a história pela maneira como as pessoas se vestem – é uma das quatro coisas que ajudam a entender o que estava rolando 10 anos antes”. Kate, então, definiu: “Talvez a pergunta não seja se a moda pode ser arte e vice-versa, e sim, por que não temos mais sonhadores na moda”. "Nossas coleções são muito pessoais, e transmitimos algo usando a moda como meio, e acho que isso é o que acontece com muitos artistas”.

Elas utilizam de muitas estampas e texturas em suas coleções. As cores são bem trabalhadas em cada peça. E também gostam de contar uma história por meio das roupas. As irmãs consideram que fazem mais arte do que moda, e é o que prova a coleção de verão de 2012 que foi inspirada na obra “Os girassóis” e a “A noite estrelada” do pintor pós- impressionista Van Gogh.

Sua coleção de verão de 2012 foi inspirada no pintor Van Gogh, na obra “Os girassóis” e “A noite estrelada”.

“Não queríamos usar Van Gogh apenas por usar”, diz Kate. Nos vestidos, é possível ver girassóis pixelizados, outros bordados e alguns até confundidos com imagens que apenas se parecem com as flores. As irmãs pesquisaram a fundo o mundo do pintor e gostaram de algumas descobertas. ‘‘A noite estrelada’’ é parecida com o desenho da Galáxia do Rodamoinho, descrita cerca de 40 anos antes da tela de Van Gogh”, diz Kate. “Acredita-se que ele viu esse desenho e se inspirou. Por isso, queríamos jogar também com essas semelhanças”.

Nos vestidos vemos estampas dos quadros que as inspiraram, texturas e cores fortes e brilhantes. Onde trabalharam em sua maioria com vestidos cocktails de seda, drapeados e também utilizaram de tules e silhuetas estruturadas com impressões da obra do pintor. Ligando assim a arte com a moda.